Soichiro Honda


Boa tarde,

Na categoria Biografias não poderia faltar o Soichiro Honda, ele está no Hall of Fame do setor automobilístico desde 1989 (Toyoda da Toyota entrou somente em 1994). O hall of fame do setor automobilístico nasceu em 1967 com o Walter P. Chrysler.

Para quem acha que toda indústria automobilística nasceu em berço de ouro se enganou. Iremos relatar aqui a história real de um vencedor, Sr. Soichiro Honda, fundador da corporação que traz o seu nome.

Como todas as companhias, independente do seu tamanho, a Honda começou com uma decisão e um desejo apaixonado de produzir um resultado.

Em 1938, enquanto ainda estava na escola, o Sr. Honda pegou tudo o que tinha e investiu numa pequena oficina, onde começou a desenvolver o seu conceito de anel de pistão. Queria vender seu trabalho à Toyota Corporation, e por isso trabalhou dia e noite, todo lambuzado de graxa, dormindo na oficina, sempre acreditando que era capaz de produzir um resultado. Chegou inclusive a empenhar as jóias da mulher para permanecer no negócio. Mas quando finalmente terminou os anéis de pistão e os apresentou à Toyota, disseram-lhe que não atendiam aos padrões da firma. Voltou à escola por mais dois anos, ouvindo a risada de deboche dos professores e colegas, quando comentavam como eram absurdos seus objetivos.


Mas em vez de focalizar a dor da experiência, ele decidiu continuar a focalizar o seu objetivo. Até que por fim, após mais dois anos, a Toyota deu ao Sr. Honda o contrato com que ele sonhava. Sua paixão e convicção deram certo, porque ele sabia o que queria, entrou em ação, observou o seu trabalho. E foi mudando o foco até conseguir o que desejava. Surgiu então um novo problema.

O governo japonês se preparava para a guerra, e negou a Honda o concreto de que precisava para construir sua fábrica. Ele desistiu? Focalizou a injustiça da situação? Achou que significava a morte do seu sonho? Absolutamente não. Mais uma vez Honda decidiu utilizar a experiência, e desenvolveu outra estratégia. Ele e sua equipe inventaram um processo para fabricarem o seu próprio concreto, e a fábrica foi construída. Durante a guerra, foi bombardeado duas vezes, ficando destruídas grande parte das instalações. A reação de Honda? Imediatamente convocou sua equipe, e recolheram os bujões de gasolina extra que os aviões americanos descartavam. Chamou-os de “presente do presidente Truman”, porque lhe proporcionaram a matéria prima de que precisava para o seu processo industrial – matéria prima que naquele tempo não era disponível no Japão. Finalmente, após sobreviver a tudo isso, um terremoto arrasou com a fábrica. Honda decidiu vender sua operação de pistão para a Toyota.

Aqui está um homem que claramente tomou decisões fortes para ter sucesso. Acreditava e tinha paixão pelo que fazia. Possuía uma grande estratégia. Agia com determinação. Mudava sempre de foco, mas ainda assim não produzia os resultados porque se empenhava. Decidiu perseverar.

Depois da guerra, uma tremenda escassez de gasolina atingiu o Japão e o Sr. Honda não podia sequer sair no seu carro para comprar comida para a família. Em desespero, adaptou um pequeno motor à sua bicicleta. Num abrir e fechar de olhos, os vizinhos pediram para que lhes construísse aquelas “bicicletas motorizadas”. Um após outro, todos foram sendo atendidos, até que ele ficou sem motores. Decidiu então construir uma fábrica para produzir os motores para a sua nova invenção, mas não dispunha de capital.

Como antes, tomou a decisão de encontrar um caminho, fosse qual fosse! Sua solução foi apelas para os 18000 proprietários de lojas de bicicleta no Japão, escrevendo a cada um deles uma carta pessoal. Disse-lhes como podiam desempenhar um papel na revitalização do Japão através da mobilidade do seu invento, e convenceu cinco mil a adiantarem o capital de que necessitava. No entanto, seu produto foi vendido apenas aos mais entusiasmados, por ser grande e pesado. Ele fez um ajustamento final, e criou uma versão muito mais leve e em escala reduzida de sua bicicleta motorizada. Tornou-se um sucesso “da noite para o dia”, e valeu uma recompensa do Imperador. Mais tarde, passou a exportar suas motos para a Europa e Estados Unidos, prosseguindo nos anos 70 com os carros que se tornaram tão populares.


Hoje, a Honda Corporation emprega mais de cem mil pessoas no Japão e Estados Unidos, e é considerado um dos maiores impérios automobilísticos japoneses, ultrapassando todos os demais, exceto a Toyota, nos Estados Unidos.

Ayrton Senna correu pela Honda no período de 1987 até 1992

Salão do Automóvel – 2010


Boa tarde,

Encerra hoje mais uma edição do salão do automóvel, um dos maiores eventos automobilísticos do Brasil. Em todas as edições estão presentes todas as grandes marcas.

O salão acontece a cada 2 anos, o que faltava na última edição (novos modelos) teve de sobra nesta, as marcas Coreanas e Chinesas vieram armadas com os melhores (e piores) carros de seus segmentos.

O grande destaque na minha opinião foi a Citroën, que transformou o seu stand em uma verdade festa o show da banda e os efeitos da iluminação merecem todo o destaque da feira.

O melhor do salão do automóvel é a possibilidade de entrar no carro e tirar todas as dúvidas técnicas referente aos modelos, claro que, sempre vão os curiosos que não entendem nada de carro e vão simplesmente para tirar fotos dos carros e das modelos presentes.

O melhor do salão do automóvel é obter informações dos novos modelos, lançamentos, “face-lift” de alguns outros carros. É bastante perceptível a quantidade de montadoras chinesas que estarão presentes aqui no Brasil a partir de 2011, todos eles bem equipados e com promessas de serem melhores do que os carros nacionais – coitados.

Produzir carro aqui no Brasil é assunto polêmico, algumas pessoas criticam os valores praticados por carros “pelados” sem saber quem é o verdadeiro vilão na história….

Os carros chineses com a exceção da JAC Motors e da Chery, todos os demais são mera porcaria automotiva, nível de acabamento precário, motores sem qualquer tipo de proteção, bancos sem qualquer conforto e o painel de gosto bastante duvidoso, alguns pequenos demais, outros gigantes demais.

A grande vantagem de um carro Chinês é justamente o seu preço, por 30mil reais é possível pegar um modelo equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, freios a disco na traseira, ABS, Trio elétrico, motores 1.6, etc etc etc…. a questão é, será que presta?

Importado por importado eu fico com os carros Coreanos, ex-designer da Porshe merecia um cargo de diretor na Kia, ele conseguiu transformar aqueles carros com faróis gigantes e pouco elegantes em verdadeiros carro de luxo.

Tecnologia de verdade são carros equipados com LSD, VSA, ABS, EBD e VVT, a sopa de letrinhas custa caro, você não encontrará um carro equipado com todos estes itens por menos de 100mil reais, e tenho certeza que por enquanto um carro chinês não terão estes itens para serem oferecidos tão cedo, principalmente porque são itens exclusivos de algumas montadoras, principalmente as que produzem carros com motores Aspirados (forte), 6, 8 e 12 cilindros, sejam em V ou em Linha.

Vou postar aqui algumas fotos do Salão.

Obrigado

Motores em “V” ou “Linha” ?


Formato econômico

Cilindros “em linha” ocupam mais espaço

Motor em “V”

Um motor “V6” tem seis cilindros, três de cada lado. Esse formato economiza espaço e permite encaixar mais do que quatro cilindros no motor. O aumento no total de cilindrada pode garantir potência maior. É possível ter um veículo com até 12 cilindros “em linha”, mas o problema é que seu motor fica grande demais

Os motores em V apresentam, como principal vantagem o fato de o conjunto poder ser mais curto que o dos motores em linha, podendo, portanto, o seu virabrequim ser mais curto e, conseqüentemente, mais rígido, o que permite ao motor trabalhar mais suavemente a elevado regime de rotação. O motor V8 necessita apenas de quatro mancais de biela desde que estes se encontrem dispostos de modo a formar entre si um ângulo de 90º e sejam suficientemente compridos para que em cada um possam trabalhar, lado a lado, duas bielas. A árvore de manivelas necessita de um mancal de apoio entre cada par de mancais de bielas. Os motores V6 não são de funcionamento tão suave como os V8, que são extremamente bem equilibrados e proporcionam quatro explosões espaçadas igualmente entre si em cada rotação do virabrequim.

 

Motor “em linha”

Esse típico motor “em linha” tem quatro cilindros, cada um com seu pistão. A cada minuto, centenas de microexplosões dentro dos cilindros movimentam os pistões para baixo e para cima, fazendo várias engrenagens girarem e o carro andar

O motor de 6 cilindros em linha, apesar de mais comprido e ligeiramente mais pesados que o motor de 4 cilindros em linha, apresenta duas vantagens principais: um binário-motor que é consideravelmente mais uniforme, devido à sobreposição dos sucessivos tempos de explosão, e um melhor equilíbrio mecânico, que reduz ao mínimo as vibrações. Este tipo de motor tem o virabrequim apoiado em 4 ou 7 mancais , o que proporciona grande resistência e evita a flexão.