Manutenção Citroen C4 (1/2)


Boa noite,

Algumas pessoas esperavam por este post, eu mesmo estava esperando para escrever ele, principalmente porque o número de dúvidas referente a manutenção do C4 tem aumentado cada vez mais e espero que com este post sejam sanadas as principais delas.

Este é o primeiro post de 2 que irei escrever sobre a manutenção do C4, isso porque preciso resgatar algumas notas fiscais de serviço e peças que eu gastei ao longo deste (quase) 1 ano e meio que estou com carro.

Para quem não sabe, o carro C4 GLX 2.0 Mecânico foi adquirido com 30mil km rodados e hoje encontra-se com 65mil (sim eu viajo bastante). Nesta primeira parte irei descrever um pouco sobre o atendimento da rede autorizada Citroen (neste período conheci 4 concessionárias) e os problemas que aconteceram com o carro.

Na segunda parte entrarei em valores, para ser bem sincero eu mesmo não sei quanto eu já gastei com o carro. Eu não sou muita referência porque em 1 ano e meio estou caminhando para a quarta revisão. Normalmente as pessoas rodam de 10 a 15mil km eu rodo exatamente o dobro.

motorC4

Mas isso não é ruim, considerando que os carros que eu compro eu avalio considerando o uso máximo, não iria comprar um carro que tivesse um “passado obscuro” ou que a manutenção fosse absurdamente cara, lembrando que eu não sou rico e não sou nenhum blogueiro de sucesso, tanto que espero ansioso pelo convite de alguma montadora para avaliar qualquer carro que seja pelo tempo que precisar.

Vamos aos fatos, o carro foi comprado de maneira particular, pesquisei no Webmotors um C4 com baixa km e que o preço estivesse dentro do meu orçamento, havia desprendido para este carro o valor teto de 40mil, embora eu estivesse disposto a buscar algo na faixa de 35mil.

Eu nunca havia cogitado a idéia de ter um C4 ou até mesmo qualquer carro da marca Citroen, sempre tive a visão de carro caro, frágil ou coisas do tipo, até que descobri que um amigo meu só colocou Citroen em sua garagem desde 2007, sendo ele um feliz proprietário do C3 Exclusive e de um C4 Pallas.

Por muita sorte fiz uma viagem com ele em seu C3 Exclusive (motor 1.6) , achei o carro extremamente confortável e com mecânica confiável para ultrapassagens. O carro estava com 3 pessoas e o porta malas estava cheio e mesmo assim o carro andava muito bem na estrada, alguns trechos de pista ruim foram amortecidos de forma bastante confortável pela suspensão do hatch de entrada da marca.

Havia dirigido um C4 Pallas de outro amigo em outra ocasião, somente trecho urbano, mas foi o suficiente para me apaixonar pelo carro, a sensação de status e prazer ao dirigir que me dava ao acelerar o Pallas foi algo que eu só senti quando dirigi o Civic Ex 1.7 (quando ainda era lançamento da marca).

Fazia tempo que eu não acelerava em um carro original e o motor respondia a altura, considerei a compra de um C4 Hatch depois deste passeio, eu queria um Hatch Médio por 2 grandes motivos, eu tinha um Sedan pequeno e o espaço interno me incomodava um pouco, queria mais conforto e potência que o Classic 1.6 poderia me entregar.

E o segundo motivo era o tamanho físico dele, a garagem da minha casa não acomoda um Sedan Médio, na verdade até cabe… o Linea foi o carro que coube na medida certa, acima disso não cabe mais nenhum outro carro.

Pesquisei sobre o C4 e vi que o motor 2.0 seria ideal para a minha necessidade, queria um carro que pudesse rodar 1500km em um final de semana e que o motor fosse forte para eu nunca passar qualquer susto por falta de potência. E falando em potência o C4 dá um show a parte, possui o motor mais potente da categoria na faixa de até 40mil, de todos os modelos que eu havia pesquisado fiquei em dúvida em ter um Astra 2.0 Automático ou um C4 2.0 Hatch Manual, sei que não possui muita comparação mas o modelo do Astra era 2011 enquanto o C4 era 2010, o  C4 era mais velho e possuía o mesmo preço.

Considerei que o Astra havia saído de linha e não queria ficar com um carro descontinuado na minha garagem, queria algo novo e que me proporcionasse prazer ao dirigir, nunca dirigi um Astra, mas o Vectra (último que saiu) não me dava essa sensação.

Falando em manutenção as revisões da Citroen possuem preço tabelado, mesmo tendo o preço tabelado sempre optei pelas revisões “Premium” onde são revisados outros 50 itens, pode parecer besteira mas só quem viaja muito com o carro sabe que todo investimento com manutenção não é caro. A sensação de ter o carro quebrando com a namorada no banco do passageiro é algo que realmente estraga a noite e isso aconteceu umas 3 vezes comigo e com o C4 nenhuma vez.

Algumas pessoas podem achar um absurdo pagar o alto valor cobrado pela concessionária no processo de revisão, mas o que realmente esquecem é que a mão de obra que está trabalhando no seu carro é especializada e ela possui um valor pelo qual eu não pretendo questionar. Quem trabalha com informática cobra o preço de acordo com a qualidade, assim como quem é cirurgião. Paga-se o preço, mas quanto custo o treinamento destes profissionais? Uma cirurgia a lazer para correção do grau ocular custa no mínimo uns 5mil reais para o convênio e o processo leva 15min.

Eu considero importante o processo de revisão na concessionária porque você possui uma garantia dos itens revisados (padrão 8 meses) e qualquer problema que venha ocorrer no veículo você estará “parcialmente” coberto pela garantia. Quem acha caro pode apelar para um mecânico especialista, mas confesso que na Citroen ainda não passei pelo processo “empurra-empurra” de peças e serviços durante a revisão.

Acho que o processo de fidelização da marca muito mais forte do que o de venda, tanto que o atendimento costuma ser bem feito de forma que você retorne para futuras revisões e convenhamos um carro com 30, 40 até 60mil km não tem que trocar absolutamente nada.

Veja no Site da montadora o preço das revisões

http://www.citroen.com.br/pos_venda/preco_fixo

Poucas montadoras possuem o valor tabelado, o consultor de serviços irá passar para você as diferenças entre a revisão da fábrica e a revisão que eles classificam como Premium. Realmente a quantidade de itens cobertos na revisão da montadora são poucos (mas o suficiente) para manter o carro sempre rodando sem dores de cabeça.

Na próxima semana irei detalhar um pouco mais este post com os valores e onde foram realizados os serviços do C4.

 

Obrigado

Feriado de Páscoa


Boa noite

 

Mais um feriado chegando, este será um dos poucos feriados prolongados que teremos em 2013. Sempre reforço alguns pontos na véspera de feriado:

1) Revisão do carro

2) Bebida e direção

 

O segundo ponto embora seja óbvio gostaria apenas de reforçar que evitem o máximo possível dirigir sob o efeito do álcool, lembrando que não só a sua vida como a de outras pessoas podem mudar profundamente e eternamente.

Do primeiro ponto de atenção do feriado, cansei de pegar estrada e ver a quantidade de carros parados no acostamento por falhas mecânicas e por incrível que pareça não estou me referindo somente de carros antigos, mas de carros com 4 ou 5 anos de uso que ainda são novos na minha opinião.

Mas infelizmente nenhum carro aguenta 5 anos sem manutenção preventiva e quando o carro é colocado a toda prova (em viagens longas) o mesmo começa a sentir na lataria o peso da idade, para ser sincero raramente eu vejo um Fusca parado no acostamento, mas no dia que eu ver o problema deve ser algo relacionado a temperatura da bobina (problema mais comum neste tipo de carro).

Outra coisa que tem aumentado cada vez mais é a quantidade de carros com faróis e/ou lanternas com problema, a lanterna traseira é a mais difícil de ser percebida pelo dono, mas existem macetes para ajudar a identificar, mesmo quando você está sem a ajuda de outra pessoa você pode pedir para o frentista olhar ou então estacionar de ré o observar o reflexo na parede pela lanterna/luz de freio, se um dos lados estiver bem menos claro do que o outro é certo, de que, você terá que trocar ao menos a lâmpada do conjunto óptico.

Vamos aos itens importantes e pequenos que você mesmo pode revisar:

  1. Palhetas, verifique se não fazem barulho com os vidros molhados/úmidos e se as mesmas não estão ressecadas
  2. Pneus, verifique se não estão com bolhas, ressecados ou carecas
  3. Discos, certifique-se que estão parando o carro com a mesma eficiência de sempre
  4. Suspensão, seu carro está torto de um lado? pare ele em uma rua reta e observe friamente
  5. Bateria, se ao ligar o carro no frio o mesmo dá aquela sofrida/engasgada a bateria pode estar fraca, o tempo de vida útil de uma bateria é algo em torno de 2 a 3 anos
  6. Óleo, filtro de óleo, óleo de câmbio, filtro de ar condicionado podem estar com o prazo vencido ou perto de vencer

Existe uma série de outros itens que precisam ser verificados, verifiquem no blog outros tópicos sobre manutenção que certamente irão ajudar muito a aproveitar o seu feriado, seja ele qual seja.

Obrigado

 

Como prevenir o odor proveniente do ar-condicionado?


Boa noite,

Para quem não sabe, existe um procedimento para evitar o odor causado pelo ar-condicionado, na semana passada peguei um táxi que tinha um cheiro horrível que com certeza vinha do ar-condicionado. Mesmo com o ar-condicionado desligado o carro exalava mal cheiro e isso certamente me incomodou bastante.

O  ar-condicionado requer alguns cuidados simples de forma que possa ser evitado este desconforto ao ficar dentro do habitáculo do veículo, o que normalmente eu vejo na rua é a utilização de um “cheirinho” preso na grade do ar-condicionado, isto na verdade esconde o verdeiro vilão que são as bactérias acumuladas no sistema de  ar-condicionado.

Vou deixar abaixo alguns cuidados especiais e para aqueles que conhecem outros procedimentos, colaborem comentando este artigo.
– Mantenha o ventilador ligado o tempo todo, mesmo quando o botão do ar-condicionado estiver desligado e os vidros estiverem abertos. Nesse caso, direcione o fluxo de ar para um dos difusores, de maneira que não interfira no conforto dos passageiros;

– Mantenha o ar-condicionado ligado o tempo todo para desumidificar o ar quando a umidade estiver alta. Ajuste o sistema para o modo de recirculação para evitar a entrada de ar com muita umidade. Se necessário, ajuste a temperatura para obter maior conforto;

– Deixe o ventilador ligado para secar o interior do veículo sempre que possível. Um pouco antes de chegar ao destino final, desligue o botão do ar-condicionado, a fim de cessar a condensação.

 

As dicas foram retiradas no site da Honda.

 

Obrigado

Dica do Dia: Calibrar Pneu


Boa noite,

Pneus muito cheios diminuem a aderência. Pneus mais vazios gasta-se mais gasolina, mas aumenta-se a aderência e a segurança. Os pneus devem ser calibrados conforme manual do veículo e de acordo com o peso da carga.

 

 

Todo o manual do proprietário (caso não tenha, na internet você acha fácil), possui as medidas exatas para calibrar os pneus com carga cheia ou com o carro vazio. Seguindo as recomendações você irá preservar a vida útil dos pneus (e ainda de quebra economizar um pouco lá na frente).

Obrigado

Turbinei e agora?


Boa noite,

Acabei de turbinar o meu carro, acelero forte, freia bem, excelente retomada, o ronco do carro dá para ouvir a pelo menos 2 quarteirões da minha rua, gastei uma boa parte da minha poupança para tornar o meu carro único, exclusivo e ainda de quebra deixar para trás mais da metade da frota circulante do estado onde moro….

Este tipo de atitude é muito comum para quem acabou de turbinar o carro, mas e agora? como manter o brinquedo em excelentes condições de uso? Normalmente quando se fala isso para um novo proprietário a resposta mais comum é manter o mesmo plano de manutenção do carro na época em que ele estava com os componentes originais.

Este tipo de pensamento está muito incorreto, principalmente porque dependendo da “puxada” que você der no carro, imediatamente você terá que revisar algum componente, o carro foi projetado para manter os níveis de rotação dentro de um limite estabelecido pelo fabricante, quando você turbina, foge (e muito) das especificações e ainda por cima tem o famoso risco de quebra.

O Marea turbo sempre foi vítima pela falta de manutenção, tornando comum encontrar este modelo por preços bem acessíveis no mercado.

Instalei Pistão e Biela Forjada, preciso me preocupar tanto assim? Com certeza, ainda mais porque o kit forjado não é barato e ele sendo forjado não isenta o carro de quebra, muito pelo contrário, esta sensação de conforto causado por componentes forjados fazem que por diversas vezes o pistão “rasgue” o capô do carro.

A manutenção do carro que antes era realizada 1 vez por ano, agora é realizada a cada trimestre, não pense que gastando 5mil ou 10mil no motor irá mudar este tempo de manutenção, se você turbinou o carro sabe que ele não foi feito para andar “na manha”, já cansei de ouvir pessoas falando que tem carro turbo e só anda na manha…. lembre-se que a turbina só trabalha em rotações altas e isso você só consegue se descansar o pé no acelerador.

Outro dia dirigi um Santana 2.0 Turbo, que estava manco por falta de manutenção, o motor tinha tanta folga que dava para sentir a vibração do motor indo para a cabine, o voltante estava inseguro, sintoma de que os pneus não estava calibrados de forma correta, isso acontece para quem dirige o carro somente aos finais de semana, para evitar isso o mais indicado é encostar o carro no posto assim que tirar ele da garagem.

Vejo muitas pessoas reclamarem da luz do óleo que acende e não apaga mais, isso normalmente acontece porque as pessoas fazem a troca de óleo utilizando um óleo mais grosso,o ideal é óleo 100% sintético que além de fazer a lubrificação do motor ele também fará da turbina.

Segundo o site MotorOnline a manutenção básica é feita nos seguintes componentes:

Quem pretende incrementar ainda mais a potência do carro, não pode esquecer de que não é apenas o motor que precisa receber atenção. O veículo precisa passar por uma revisão completa, incluindo o sistema de direção, freios, suspensão e refrigeração, pois com as alterações do propulsor o carro terá um outro comportamento dinâmico. Também é interessante que os motoristas façam as trocas de óleo e filtros nos prazos recomendados pelos fabricantes. Além disso, vale a pena sempre conferir se o nível de água do radiador está completo, já que os componentes do propulsor serão muito mais exigidos.

Obrigado

Pressão do Óleo


Boa noite,

Este tópico é para você que possui o manômetro de pressão do Óleo e não sabe para onde correr quando o ponteiro meche um pouco mais para a esquerda ou para a direita, estes dias entrei em um Astra Turbo e vi que o manômetro de pressão do Óleo estava muito baixa, ocasião bastante incomum principalmente em um carro preparado.

Perguntei ao dono e dos 40 manômetros espalhados pelo carro, somente os da temperatura e da pressão do Turbo ele próprio sabia explicar (mal e emporcamente), fica a dica o que fazer quando o manômetro de pressão do turbo está indiferente daquele especificado pela fábrica (original) ou pelo preparador.

 
Pressão do óleo muito baixa
Indica que pode haver vazamento de óleo, problemas com a bomba ou insuficiência de óleo. Qualquer que seja a razão, pare o carro imediatamente e chame um mecânico. Prosseguir rodando nestas condições, pode acarretar danos sérioso por lubrificação inadequada ou inexistente de diversas partes do motor!

Pressão do óleo muito alta
Indica que o filtro de óleo pode estar demasiadamente sujo ou até mesmo entupido, a válvula de alívio pode ter problemas ou alguma galeria entupida. Apesar ser um pouco menos grave, da mesma forma providencie reparo urgente, pois se for caso de entupimento de galerias, os riscos serão tão graves como na situação anterior.

Evite situações como a da foto abaixo, faça manutenções e entenda realmente o que o seu carro quer dizer.

Obrigado

Quando trocar as Pastilhas de Freio?


Boa noite

Essa deve ser a pergunta de todo grande curioso, dirijo o carro diariamente, o freio funciona muito bem durante meses, mas qual é o período de troca das pastilhas? Certa vez um amigo meu comprou um Ford Fiesta Hatch (modelo antigo) e devido a falta de manutenção deste importante item o disco de freio acabou sendo deformado e com isso teve que arcar com o custo elevado de um kit completo de freio.

Alguns amigos meus falam que o período de troca ideal é quando a pastilha começa a gritar quando o pedal do freio é acionado eu particularmente prefiro realizar a troca antes de qualquer grito vindo do freio…

As pastilhas e lonas de freio são usualmente fabricadas de um composto de fibras sintéticas (antigamente de amianto, que deixou de ser utilizado por ser insalubre), metais e resina, com maior ou menor grau de dureza. Quanto mais duras e resistentes ao atrito, mais eficaz é o seu desempenho, mas paralelamente, mais rapidamente desgasta os discos e tambores. Além disso, materiais com maior grau de dureza trabalham melhor com temperaturas mais altas. Pastilhas ou lonas com menor grau de dureza, ao contrário, freiam bem mesmo quando frias, mas são sensíveis demais à elevação de temperatura, perdendo eficiência quando usadas seguidamente e desgastam-se com rapidez. Assim, é necessário encontrar um equilíbrio na dureza e na composição do material para obter freiadas seguras em quaisquer condições.


Muitos motoristas esperam que o carro comece a fazer barulho na frenagem, para então trocar a pastilha. O ruído indica que a pastilha ficou fina demais, propiciando o atrito de ferro com ferro, o que gera sulcos no disco. Neste caso, não só a pastilha terá de ser trocada, como também o disco, dobrando os valores gastos com a manutenção.

Alguns carros possuem um sensor que indica quando a pastilha deve ser trocada, outros possuem um dispositivo físico que fará o barulho quando a pastilha estiver desgastada e outros carros mais antigos não possuem nada além do bom senso do motorista.

É sempre bom verificar condições das pastilhas a cada 5.000 km e trocá-las quando chegarem a espessura de 2 mm o que ocorre geralmente a cada 30.000 km. Para garantir uma boa frenagem, é aconselhável que os discos sejam verificados estes geralmente suportam até duas trocas de pastilhas sem problema algum.

Obrigado

Motor de Arranque


Boa noite,

 

Para comemorar os 122mil km do Cerberus e 100mil visitas no blog, encostei o Cerberus na oficina para trocar o motor de arranque, daí vem a primeira pergunta…. que raios é o motor de arranque e para que ele serve? Para os que tiveram dificuldade algum dia com este componente já deve ter ouvido falar do famoso Bendix, o nome é tão da hora que eu colocaria o nome do meu filho de Bendix se eu tivesse um.

Segue a parte técnica da bagaça.

A Função do motor de arranque consiste em acionar o motor do veiculo até que tenham início as explosões e este possa funcionar por si mesmo.
Os motores a gasolina, na sua maioria, têm de atingir um mínimo de 50 RPM para arrancar, o que exige uma potência elétrica considerável, particularmente no inverno quando o motor está frio e o óleo mais espesso.
O motor de arranque é o componente elétrico que maior descarga impõe à bateria: no momento em que funciona pode consumir entre 300 a 400 A e em apenas três segundos pode descarregar a mesma quantidade de energia despendida pela luz de estacionamento durante uma hora. Por este motivo, o motor de arranque necessita de um interruptor resistente e deve ser ligado à bateria por um cabo de diâmetro maior.
Ao mesmo tempo que se aciona o motor de arranque, a bateria deve fornecer corrente ao sistema de ignição para que saltem as faíscas nos cilindros. Se a bateria estiver pouco carregada e, portanto, com uma tensão abaixo do seu normal, pode acontecer que o motor de arranque, ao consumir demasiada quantidade de corrente, não permita ao sistema de ignição gerar a voltagem suficientemente elevada para fazer saltar as faíscas entre os elétrodos das velas de ignição.

Confuso ou técnico demais?? Deixa eu ilustrar….

O motor de arranque faz girar o virabrequim por meio de uma roda dentada. A engrenagem menor (pinhão) está montada no eixo do motor de arranque e engata com a engrenagem maior (cremalheira), montada à volta do volante do motor.
A relação de redução entre estas duas engrenagens é geralmente de cerca de 10:1. O pinhão do motor de arranque desengrena-se da cremalheira logo que o motor começa a funcionar; caso contrário, o motor acionaria o motor de arranque, com a conseqüente destruição deste. O sistema mais utilizado para esse efeito é chamado de Bendix.

Antes de trocar certifique-se…

  • Se você ouvir muitos estalos rápidos durante a partida, indica que o impulsor (também conhecido como “Eixo-Bendix”) está desgastado.
  • Se você ouvir um zunido forte, indica que o motor de partida esta girando solto, sem engatar no volante do motor. Possivelmente, a chave magnética não está acionando o pinhão.
  • Se ao acionar a chave e nenhum ruído acontecer, indica problemas na bateria ou nas escovas.
Antes do mecânico trocar ele deverá verificar os seguintes pontos…
  • Bateria: verificar a tensão, limpeza dos terminais, cabos e algum possível mal contato.
  • Acionamento do Pinhão: ao acionar a chave magnética deverá ser escutado um estalo, indicando que o pinhão foi acionado corretamente.
  • Fios: verificar se o isolamento dos fios (geralmente em verniz) não tem falhas, podendo causar algum curto-circuito.
  • Relés e fusíveis da caixa de fusíveis.
  • Escovas: o desgaste natural das escovas que acionam o induzido podem impedir que o motor de partida funcione.
  • Pinhão: se os dentes do pinhão estiverem desgastados é possível que os dentes do volante também podem estar, causando um ruído característico. Conforme o estrago, ambos precisarão ser substituídos.

Obrigado

Conta de Padaria


Boa noite,

Viajei neste final de semana, enfrentei um pouco mais de 1200km para ver o meu amor, durante a viagem o DVD me fez excelente companhia, algumas surpresas desagradáveis como: Não aceita arquivos AVI ou DIVX no formato HD (720p), esqueci de copiar as músicas do Metallica e a TV Digital não pega a 2km fora da capital…

Fora isso o Sem Parar funcionou numa boa, o carro não deu problema (senti que o motor de arranque precisa ser trocado), mas isso eu deixarei para a sessão de Experiências, espero que eu troque antes dele me deixar na mão, mas enfim…. coisas da vida.

Estava comentando com a sogra e manutenção de carro é algo que realmente consome alguns “dinheiros”, manutenção é um mal necessário, pense comigo, se você não gasta 100 reais para trocar o óleo (e filtro) do carro, uma hora o seu motor vai abrir o bico e quando isso acontecer pelo menos uns 2.500 irão embora, então eu acho mais saudável para o bolso gastar cerca de 200 por ano com óleo do que 2.500 em uma paulada só, sem contar que a retífica ou substituição parcial do motor nunca deixará o carro do mesmo jeito, normalmente o carro fica mais ágil, mas isso tem o seu preço, freio, pneu entre outros componentes também terão o seu desgaste mais ágil….

Vamos calcular….

A facilidade em obter financiamento garantiu a venda recorde de 2,342 milhões de carros e utilitários no ano passado. Prazos mais longos – e, conseqüentemente, parcelas mais baixas – fizeram com que mais pessoas tivessem acesso ao crédito. Contudo, é preciso lembrar que, além do gasto com a parcela do empréstimo, é necessário colocar no orçamento despesas de manutenção, que em um modelo popular chegam a R$ 700 por mês.

A estimativa leva em consideração gastos com combustível, tributos, estacionamentos, entre outros, de um auto com preço médio de R$ 25 mil.

Combustível

Dirigir um auto remete, automaticamente, à necessidade de abastecê-lo. Tendo em vista que praticamente 90% dos modelos produzidos no Brasil, segundo a Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores), são do tipo flex, o combustível utilizado para o exemplo é o álcool – exatamente por ser mais vantajoso em relação à gasolina na maioria dos estados brasileiros.

De acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo), o preço médio do litro, na média nacional, estava em R$ 1,584 na primeira quinzena de janeiro. Levando em consideração que um motor consome um litro a cada sete quilômetros rodados, mil quilômetros por mês representam um gasto de quase R$ 230.

Seguro, impostos e outras despesas

Além disso, é necessário pensar na contratação do seguro, estimado em 3% do valor do carro, e no pagamento do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), de 4%. Com estacionamento, foi estipulada uma despesa de R$ 150, outros R$ 50 para lavagem e mais R$ 100, para o caso de uma eventual manutenção.

Por fim, o licenciamento e o seguro obrigatório, o Dpvat, não devem ser desconsiderados: representam, juntos, um gasto anual de R$ 135 para o estado de São Paulo, o que, diluído ao longo do ano, representa R$ 11,25 ao mês.

Desembolso total

Todas essas despesas representam quase R$ 700 por mês, ou mais de R$ 8 mil por ano. A tabela abaixo resume os gastos:

Item                                                  No ano                   No mês

Seguro                                             R$ 750                  R$ 62,50

IPVA                                                 R$ 1 mil                 R$ 83,40

Álcool                                              R$ 2.760                R$ 230

Estacionamento                           R$ 1,8 mil              R$ 150

Lavagem                                        R$ 600                   R$ 50

Dpvat e licenciamento                R$ 135                    R$ 11,25

Manutenção                                  R$ 1,2 mil              R$ 100

Total                                               R$ 8.245                 R$ 687

Apenas a parcela

Pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças) mostrou que, entre outubro e dezembro do ano passado, a média de prazo utilizado para o financiamento de um carro foi de 42 meses.

Supondo que o modelo seja um popular, com preço em torno de R$ 25 mil, e considerando um juro médio mensal de 2%, a parcela representará quase R$ 890. Pelo período de 99 meses, como chega a ser oferecido pelo mercado, o pagamento mensal fica em cerca de R$ 580.

Obrigado

Problemas e Mais Problemas


Boa noite

Ter um carro é como um casamento… tem momentos altos e baixos, os momentos altos é ele cumprir o papel básico bem feito, os baixos é ele te deixar na mão quando você mais precisa ou quando ele simplesmente para de funcionar… vou colocar aqui algumas dicas de como resolver problemas “corriqueiros”.

Evite situações como esta:


O motor demora a pegar e se pegar engasga ou falha:
– Combustível adulterado
– Tanque de combustível com sujeira
– Bicos injetores entupidos ou sujos
– Vela cansada
– Cabo das velas com defeito
– Carburador sujo
– Platinado gasto
– Cachimbo gasto
– Filtro de combustível entupido
– Bomba de combustível com defeito
Após identificar o problema, troque a peça danificada ou leve-a para conserto. Procure oficinas de sua confiança ou a própria concessionária.

O carro começou a trepidar:  
– Coxim do motor defeituoso;
– Platô e disco de fricção defeituosos;
– Um ou dois cabos de vela podem ter se soltado ou, ainda, podem ter se partido;
– Se a trepidação é no volante, é problema de balanceamento ou alinhamento das rodas;
– A suspensão está com defeito.

O carro está consumindo mais combustível: 
– Vela cansada;
– Bicos injetores sujos ou entupidos ;
– Filtro de combustível entupido;
– Óleo do motor vencido, perdendo a capacidade de lubrificação;
– Correia do motor ou correia dentada frouxa;
– O motor está sendo forçado e as marchas não estão sendo usadas corretamente;
– Pneus descalibrados e/ou muito desgastados;
– Estilo agressivo de dirigir;
– Combustível adulterado;
– Tubo e filtro do respiro do óleo do cárter entupido;

Cuidados que podem ser observados para evitar o problema:
– Calibrar os pneus regularmente de acordo com as especificações do manual do proprietário
– Procurar abastecer em postos confiáveis e não se decidir apenas pelo menor preço
– Trocar o óleo dentro dos prazos estipulados no manual
– Fazer revisão preventiva em oficina de confiança ou concessionária
– Limpar o tubo do respiro do óleo do cárter e trocar esse filtro
– Fazer alinhamento regularmente.

As marchas arranham durante o engate:
– Embreagem com defeito no platô ou disco desgastado
– Pedal da embreagem mal regulado, muito alto ou muito baixo
– Trambulador do câmbio mal ajustado ou sincronizador desgastado ou com defeito
– Em situação mais extrema, dentes da engrenagem muito desgastados ou até quebrados

Câmbio pode ter vazamento de óleo? 
Mancha de óleo no chão embaixo da caixa de câmbio, seja ele manual ou automático, indica um vazamento. Ele acontece quando as juntas estão defeituosas ou se ocorreu espanamento das roscas do bujão. Se a mancha não for grande, leve o carro até uma oficina de confiança. Se for
muito grande, chame um guincho, lembrando que, no caso de carro com câmbio automático, tem que ser o do tipo plataforma.

Quando eu viro a direção até o final, um barulho vem da roda:  
Provavelmente a junta homocinética quebrou ou está para quebrar. Para testar seu funcionamento, vire o volante para um lado até o final do curso e tente sair com o carro. Se ouvir um estalo vindo da roda, realmente a homocinética está quebrada. Troque-a assim que puder.

Porque a direção hidráulica está muito pesada? 
– O fluido pode estar vencido, com o nível baixo ou misturado com água
– Deve-se verificar se há vazamento nas mangueiras ou em suas conexões
– A correia do compressor da direção pode estar frouxa
– As articulações junto ao sistema da direção, como terminais, ligamentos e braços da direção, podem estar com folga. É necessário verificar em uma oficina. Em alguns casos, um ajuste pode resolver. Dependendo da situação – geralmente em casos de desgaste exagerado – pode ser necessária a troca das peças danificadas.
– Defeito na caixa de direção
– Verificar alinhamento, cambagem e cáster
– Se a direção hidráulica fizer um ruído estranho ao ser esterçada de um extremo ao outro, esticar a correia soluciona o problema na maioria dos casos.

Um ruído intensivo vem das rodas quando o carro está em velocidade constante. Qual é o problema? 
Se o barulho vier da extremidade do eixo, bem junto das rodas, rolamentos desgastados ou defeituosos podem ser o problema. Os rolamentos evitam o atrito entre o eixo e o cubo da roda. A simples substituição deles eliminará o ruído.


O freio parou de funcionar, o que fazer?  
A primeira providência é reduzir as marchas, para que o freio motor ajude a diminuir a velocidade do carro, e puxar o freio de mão gradativamente. Não puxe a alavanca toda de uma só vez. Isso pode fazer o carro dar um “cavalo-de-pau”. Se você estiver no perímetro urbano e dependendo da velocidade, não haverá tempo para a redução das marchas. Passe para o freio de mão direto. Em rodovias, especialmente em descidas, vale a redução de marchas e o uso do freio de mão até a parada total do veículo – no acostamento, de preferência.
A falha de freio pode ter, basicamente, as seguintes causas: falta de fluido, vazamento do fluido por mangueira defeituosa, pastilhas ou lonas gastas ou cilindro-mestre (peça próxima do pedal de freio) com defeito.
Primeiro verifique o nível do fluido no reservatório do freio. Se ele estiver normal, o cilindro é a provável causa da perda de freio. Chame o guincho para tirar o carro do local. Aproveite para fazer uma revisão geral ao mandar realizar os reparos.

O marcador de temperatura do painel mostra que a superaquecimento. O que fazer? 
Pare o carro imediatamente. Se não fizer isso, ele esquentará ainda mais até queimar a junta do cabeçote ou até mesmo empenar o próprio cabeçote, o que comprometeria seriamente o motor. Com o veículo estacionado, abra o capô e espere o motor esfriar por quinze minutos.
Usando um pano, abra com cuidado a tampa do reservatório de água do radiador para verificar se está vazio. Se estiver, ligue o carro e só então coloque água. Depois disso, verifique se há vazamento em alguma mangueira do radiador ou se a correia da bomba de água está frouxa.
Essas são as causas possíveis do superaquecimento. Se estiver tudo em ordem, ligue o motor novamente e espere aquecer até atingir aproximadamente 90 graus centígrados (verifique no marcador de temperatura no painel). Observe se a ventoinha entra em ação. Se ela não funcionar, desligue o motor. Pode ser que o sensor, um fusível ou ainda a ventoinha estejam queimados. Leve o carro ao mecânico e troque a peça defeituosa.