Melhorias Opala 4cil


Boa noite

Antes de iniciar a escrever o post de como melhorar o desempenho de um Opala SS4, gostaria de rever alguns conceitos que são básicos quando falamos de carro.

A começar pela simbologia do Opala dividindo os motores em 4CC e 6CC, CC não e sigla para Cilindros, o correto é escrever que o Opala é 4CIL ou 6CIL. A sigla CC é corretamente aplicada para Cilindradas, no caso do Opala 4CIL são 2500cc e para o Opala 6CIL são 4100cc. Porém popularmente se voce procurar por textos na internet ou vídeos no youtube por CIL ao invés de CC retornará 1% dos resultados quando é procurado do jeito incorreto.

Este problema não ocorre para motores em V, as siglas V6, V8, V12, V16 são aplicadas corretamente, até mesmo motores W16 (sendo grosseiro são 2 motores V8).

Curiosidade, motores V4 existem e são costumeiramente utilizados em Motos, exceto por alguns carros conceito ou carros totalmente inacessíveis financeiramente.

Bom vamos ao que realmente interessa, mas antes disso ainda, gostaria de deixar aqui o meu comentário a minha resposta para a seguinte pergunta que certamente voce – caro leitor – deve ter se perguntado antes de chegar até o meu blog. Por que é tão dificil encontrar receitas de preparação para Opalas 4cil?

A resposta é simples, pequeno padawan, isso se resume basicamente em PREÇO.

Preparar um motor 4cil é tão caro quanto substituir o seu bom e velho motor por um 6 canecos. Os rendimentos da preparação de um 4cil não superam muito um motor 6cil original, agora quando colocamos na ponta do lápis, sai muito mais barato voce substituir o motor 4cil por um motor 6cil, tudo se encaixa e as adaptações necessárias são pequenas.

  1. Leve em mente os seguintes requisitos quando voce começar a prepara o seu bom e velho motor 4cil.
  2. Um motor 6cil continuará sendo mais forte, mesmo porque ele possui 4100cc contra 2500cc do seu motor
  3. Quando voce colocar na ponta do lápis o quanto foi investido na preparação do motor, verá que o ronco do motor 6cil ainda continua sendo diferenciado
  4. Quando voce terminar o seu projeto de preparação do motor 4cil se sentirá frustrado, porque se tivesse seguido o meu conselho número 2 dessa lista, poderia estender o seu projeto por mais alguns anos (e dinheiros).
  5. A primeira pergunta que farão para voce na rua é: “São 6 cilindros?” o mesmo acontece para carros aspirados contra turbo, quando eu tinha o Lancer caracterizado como Evo e levemente preparado, sempre me perguntavam se era Turbo…. pergunta broxante na real…
  6. Voce nunca poderá utilizar o famoso carburador Holley Quadrijet

 

Se as minhas 6 dicas acima não convenceram voce que preparar o Opala 4cil é tão caro quanto trocar por um motor 6cil, seja bem vindo ao meu mundo, veja abaixo alguns motivos para voce manter o seu bom, velho e confiável 4cil quieto no cofre.

  1. Ninguém prepara motores 4cil, tenha um projeto único
  2. Carburação dupla no 4cil é um suicídio financeiro
  3. Carburação dupla Weber 40 com cornetas dá o mesmo efeito de orgasmos múltiplos
  4. Quadrijet de cú é rola, contente-se com Carburadores Bijet
  5. Você irá realmente sofrer para estudar sobre assuntos que já estão mastigados para motores 6cil tais como: sobrealimentação, coletores de escapamento, coletores de admissão, comando de válvulas, etc
  6. Swap de motores não são tão simples como aparenta ser, você precisa ter a dor de cabeça de documentar o novo motor e depende muito de um excelente mecânico para isso.
  7. Você verá que retrabalhar cabeçotes para motore 4cil dá ganhos expressivos.

 

De qualquer forma tanto motores 4cil de opala quanto 6cil são modelos interessante de trabalho, entenda que nunca estaremos satisfeitos com o resultado. Conversei com vários donos de Opalas 6cil e a maioria que se aventura no mundo da preparação gostaria de fazer um swap para motores V6 da Blazer ou V8 do Camaro.

A verdade é, eu sou um Gearhead e não abro mão de estudar sobre mecânica, preparação e motores de uma forma geral.

Vamos ao que realmente interessa, quer saber mesmo como extrair um pouco de potência no seu Opala (ou outro oldschool 4cil)?

  1. Carburação Dupla, preferencialmente Weber 40
  2. Coletor de escape 4x2x1 em inox
  3. Aumento dos dutos do cabeçote
  4. Retrabalho dos dutos do coletor de admissão

Faça essas 4 modificações e nos vemos no próximo artigo.

 

Obrigado

 

 

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Filtro de Ar


Boa noite,

Tenho um costume de pelo menos 2 domingos por mês realizar uma conferência visual em todo motor do Corsa, eu realizo os testes e verificações básicas para identificar pequenas falhas no sistema.

Por eu ter adotado um filtro de ar esportivo a troca é recomendada pelo fabricante da peça a cada 80mil km e lavar o filtro a cada 10mil km ou quando trafegar em uma estrada de chão.

Tenho o filtro de ar a aproximadamente 50mil e lavei ele um pouco mais de 5 vezes, mergulhava ele em um balde com água e detergente neutro para tirar a terra acumulada.

Este método talvez não seja o mais indicado, porém comigo foi o mais eficiente, lavava o filtro de ar e deixava para secar em tempo normal, jamais utilizei meios para secar o filtro, apenas a água escoava por ele mesmo.

A algumas semanas verifiquei que o meu filtro de ar estava completamente preto, com uma camada de terra que não saiu desde a última vez que eu realizei a limpeza, com isso pequenas partículas de terra acabam se misturando ao ar, o mesmo não possui as mesmas propriedades de comburente desejáveis para uma queima perfeita de gasolina, além de prejudicar a combustão, um filtro de ar ineficiente faz com que o carro perca potência e o tanque de gasolina fique com resíduos.

Para sanar este problema, comprei um novo filtro de ar, logo na partida senti uma leve diferença no ronco do carro e espero que durante o dia a performance do carro seja melhorada gradativamente.

Coloquei os 2 filtros de ar lado-a-lado para comparar as cores, originalmente o filtro preto era branco, após lavar ele algumas vezes este tom de cinza escuro não saiu mais das camadas de algodão compostas pelo filtro.

Pela falta de espaço e apoio, o filtro antigo ficava machucando parte do motor do Corsa, a peça plástica não oferece resistência ao filtro e acaba ficando marcada com as trepidações do carro.

O novo filtro possui um acabamento que impede o contato dos arames do filtro com o motor, vou acompanhar para verificar a durabilidade deste filtro.

Principais motivos para a instalação de um filtro esportivo:

1- Ronco do motor – Instalando um filtro de ar esportivo o barulho do motor ficar mais encorpado, dá para escutar o ronco vindo debaixo do capô. Os filtros originais abafam o som que vem da admissão do carro, quando instalado um filtro esportivo ele deixa passar o som da admissão. Não é um som alto e não incomoda. Em sua maioria os clientes aprovam;

2- Obrigatoriedade – Quando instalado kit turbo normalmente ele ocupa o lugar da caixa do filtro de ar original obrigando o dono do carro a instalar um filtro esportivo que ocupa menos espaço;

3- Maior fluxo de ar – Em qualquer tipo de preparação como troca de comando de válvulas, retrabalho do escapamento, instalação de kits turbo ou blower um filtro original que não obstruía a passagem de ar agora poderá obstruir e roubar potência significativa, um filtro esportivo garante o fluxo necessário;

4- Estética – As empresas que fabricam filtros esportivos capricham no acabamento, elas não estão restritas ao orçamento limitado que fabricantes dos filtros originais estão, dessa forma são muito bonitos e exclusivos, é comum encontrar filtros esportivos em carros tuning;

5- Durabilidade – Filtros de ar esportivos bons são laváveis, portanto podem durar muito mais tempo que os filtros originais;

Existem hoje diversos filtros de ar, vou listar abaixo as principais diferença entre os modelos disponíveis.

Mono Fluxo – Formato cônico com entrada de ar através do elemento filtrante que envolve o lado externo do filtro. Não possuem o mesmo rendimento de um filtro Duplo Fluxo do mesmo tamanho, porém são mais baratos e suficientes para motores de baixa e média cilindrada.
Recomendação – Motores até 1.6 cilindradas;

Duplo Fluxo – Formato Cônico com entrada de ar através do elemento filtrante que envolve o lado externo do filtro e na sua parte superior, são os modelos que proporcionam o melhor rendimento, porém costumam ser os mais caros.
Recomendação – Todas as cilindradas.

Direcionáveis – Formato Cônico com estrada de ar através de elemento filtrante que envolve o lado externo do filtro e é coberto por um duto de ar com o objetivo de direcionar o filtro numa posição em que receba o ar que vem e fora do capô. Quando menor a temperatura do ar admitido melhor o rendimento do motor. Normalmente seu elemento filtrante interno é monofluxo, mas de tamanho grande permitindo aplicação em motores de alta cilindrada.
Recomendações – Todas as cilindradas.

Formato original – São filtros que ficam exatamente no mesmo lugar dos filtros originais de fabrica, porém suportam um fluxo de ar maior, normalmente são indicados para carros aspirados e pessoas que não querem modificar o formato do motor.

 

Atualizado – 09/12/2013

Foto do Novo Uno com um Kit Air Cool instalado.

Uno

 

Obrigado

Mecânica – SuperCharger


Amigos, boa noite. Criei um novo site para tratar exclusivamente de projeto especiais (também) que é o www.roletado.com.br
Temos uma página no Facebook onde são publicadas diversas fotos de carros esportivos e projetos especiais www.facebook.com/roletado
Além disso siga o nosso novo perfil no twitter @roletado

Abraços

 

A alguns dias eu postei no fórum do CorsaClube 10 perguntas e respostas sobre o SuperCharger. Particularmente é um assunto que me agrada bastante.

O SC (SuperCharger) tem como principal vantagem a potência em baixas rotações, como aqui em SP temos mais trânsito do que pista livre, acho que é bem mais interessante.

Diferente do que todos pensam o kit do SC pode ser bem barato e não abusivos 3mil , 4mil praticados em qualquer orçamento…. basta importar um kit dos EUA pelo Ebay e logo saberá que um SC pode custar até mais barato do que a porcaria de kit turbo nacional.

Tecnicamente falando o SC destrói menos o motor, porque você não precisa esfolar o carro para conseguir potência a turbina começa a dar o ar da graça depois dos 4mil RPM e fica ainda melhor passar as marchas depois dos 6mil RPM… lembrando que a injeção corta o giro em 7mil RPM.

Dos carros populares, somente o Fiesta teve um compressor instalado, porém era um Eaton M-24 (ideal para motores pequenos).

A Ford nos EUA vende a parte um kit Supercharger par o Mustang, somente o kit custa algo em torno de 8mil dólares, aqui no Brasil ninguém arrisca importar legalmente a peça porque o custo é bem abusivo, salvo do contrário, de pessoas que possuem carros de 200mil reais e querem mais diversão.

Vejam as fotos do Kit instalado, a potência salta para 620hp… absurdo.

Bom, vou postar aqui as 10 perguntas e respostas sobre o SuperCharger, retirado do site da BlowerCompany…

1. Quais os tipos de compressores mais comuns e quais as diferenças entre si?

Atualmente existem três tipos de compressores diferentes: O compressor tipo Roots, compressor Centrífugo e o compressor tipo Lysholm ou Parafuso. A diferença é o modo como comprimem o ar admitido. O compressor tipo Roots comprime o ar apenas na saída do mesmo. Seu ponto forte é o acréscimo de torque em baixas rotações, mas têm como deficiência a baixa eficiência térmica. No compressor Centrífugo, existe maior eficiência térmica, mas o aumento de potência só acontece em altas rotações. É o compressor que mais se assemelha ao Turbo Compressor. Já o compressor tipo Lysholm ou Parafuso, é o único que consegue unir o acréscimo de torque em baixíssimas rotações com a eficiência térmica do compressor Centrífugo, pois o ar é comprimido internamente no compressor, devido a forma dos seus rotores.

2. Qual a diferença entre o Turbo Compressor e o Supercharger?

O supercharger é ligado diretamente ao virabrequim do motor por correia, enquanto o Turbo Compressor utiliza a energia proveniente dos gases liberados pelo escapamento. Por ser ligado diretamente ao motor, o Supercharger permite um aumento de potência e, principalmente torque em baixas rotações do motor, aumentando o volume de ar admitido de acordo com o aumento de rotação do motor, criando pressão instantânea praticamente a partir da marcha lenta, enquanto o Turbo precisa vencer a inércia do rotor para elevar o seu giro e formar pressão, criando aquela famosa “cabeçada” ou “turbo-lag” antes do turbo entrar em funcionamento. Outra vantagem em relação ao Turbo, é que a sua instalação dispensa furos no cárter do motor, podendo trabalhar com reservatório de óleo próprio, sem riscos de desgaste excessivo provocado por óleo contaminado.

3. E quanto a sua durabilidade?

O supercharger é formado basicamente de dois rotores ligados entre si por duas engrenagens, dentro de um compartimento. Seus rotores não se tocam e também não tocam o compartimento. Portanto não há desgaste nem abrasão, podendo rodar dentro dos limites especificados por tempo indeterminado.

4. Existe algum veículo que tenha este equipamento original de série?

Sim, alguns como a Mercedes C 300 Kompressor, Ford Thunderbird, Mercury Cougar XR-7, o Buick Park Avenue e o Riviera, Oldsmobile 98, Pontiac Bonneville, Aston Martin Vantage e o DB7 e o Jaguar XKR.

5. Onde a diferença entre o Supercharger e o Turbo é mais visível?

A diferença é enorme principalmente no trânsito do dia a dia, pois com o Supercharger, o aumento de torque é sentido a partir da marcha lenta, eliminando trocas de marchas frequentes e tornando o veículo muito mais ágil. Na estrada, esta vantagem se transforma em segurança quando se efetua uma ultrapassagem ou simplesmente uma retomada. Este torque em baixas rotações irá também refletir em maior vida útil ao motor, pois não há necessidade de acelerar tanto para se chegar à velocidade desejada. No caso do Turbo, pela sua característica, a pressão plena e, consequentemente o aumento de torque só será sentido acima de 4.000 RPM. Dificilmente chega-se a este regime de rotação em trânsito urbano.

6. É necessário modificar a injeção ou a ignição original?

Depende do nível de preparação. Na sua versão básica usando até 0,4 bar, todo o conjunto foi projetado para trabalhar com o motor em seu estado original, inclusive com escapamento e o catalisador, mantendo o nível de poluentes e dispensando qualquer tipo de reprogramação de central, troca de válvulas de injeção ou instalação de válvulas suplementares. A partir daí, temos condições de trabalhar com pressões até 8 bar ou 116 psi, dando a garantia da peça estipulada pelo fabricante para motores até 2.500 hp.

7. É necessário modificar a lataria do veículo?

Não. O kit se aloja perfeitamente dentro do compartimento do motor, dispensando grandes serviços de funilaria como a colocação de “scoop” no capô do veículo, comprometendo a visibilidade do motorista e a estética original do veículo.

8. E quanto ao consumo?

A Blower Company utiliza um sistema chamado “one-way pressure”, onde o controle de ar admitido pelo supercharger é feito pelo próprio corpo de borboletas. Assim, ele só será usado quando houver necessidade real de torque, ficando inativo quando não houver. Levando-se em conta que apenas 5% regime de trabalho de um motor é com pressão, seu consumo torna-se praticamente o original, pois o sistema de ignição e injeção são originais de fábrica.

9. A instalação de um Supercharger diminui a vida útil do motor?

Não. Uma de suas características mais marcantes é a presença de torque em baixas rotações, como dito no item 06. Com isto, o motorista não precisará acelerar tanto para chegar à mesma velocidade desejada, poupando o motor. Dificilmente o motorista irá “esticar” as marchas para vencer uma subida íngreme ou tentar uma ultrapassagem. A 0,4 bar de pressão, o ganho de torque e potência está em torno de 50%, sendo que toda a pressão estará disponível a partir de 2.000 RPM, aparecendo já em marcha lenta.

10. O equipamento é confiável?

Totalmente. Os compressores usados são o que há de mais moderno a nível mundial, reunindo eficiência, durabilidade e confiabilidade. Seus fabricantes são conhecidos mundialmente pela qualidade e eficiência de seus produtos. A primeira é uma companhia sueca que trabalha no desenvolvimento de compressores tipo parafuso há mais de 50 anos, que é a SRM (Svenska Rotor Maskiner AB), que retém a patente mundial do sistema Lysholm ou Parafuso, com 32 licenças em 23 países, e criou um segmento específico de compressores automotivos chamada Opcon AB. A segunda Companhia é a Eaton Inc., que fornece compressores volumétricos para várias montadoras de automóveis há mais de dez anos.

No próximo tópico irei postar algo sobre turbo também, porque a emoção do carro turbo também é única e merece um post.