Dia de Piloto 2


Boa tarde

No último dia 21/12 (domingo) tive a oportunidade de participar do primeiro track day na pista nova do autódromo de Interlagos. Como muitos sabem a pista foi totalmente reformulada, tendo como destaque a substituição total do asfalto, melhorando a aderência em no mínimo 300% (segundo a própria comissão organizadora do evento).

Novamente vou postar algumas dicas para aqueles que tem interesse em preparar o carro para track day – sim exige uma preparação mínima para que você possa se divertir com segurança.

As principais verificações são:

  • Pneus
  • Suspensão
  • Elétrica Geral
  • Freios Traseiros

Substituições obrigatória

  • Freios Dianteiros
  • Filtro de Ar
  • Óleo do Motor
  • Óleo do Câmbio
  • Alinhamento/Balanceamento

Não adianta pensar que os freios originais do seu carro irão segurar, porque a reta de Interlagos é longa, depois da subida dos boxes o carro ultrapassa facilmente a casa dos 170km/h (aspirado) ou 230km/h (turbo) e termina no S do Senna, ou seja são 2 curvas bastante fechadas, onde diversos carros rodam.

 

Acessórios do Piloto

  • *Capacete
  • Macacão
  • Luvas
  • Sapatilha

O capacete é o único item obrigatório para o piloto, provavelmente em 2015 o macacão passará a ser acessório obrigatório.

Se você possuir um jogo de rodas extras com pneus slick a diversão estará ainda mais garantida, de certa forma dá um pouco de dó de acabar com o pneu do dia-a-dia no track day, cada track-day condena o uso do pneu de 20% a 30% em algumas situações o pneu acaba ali mesmo, chegando no arame após a borracha.

Uma das vantagens em ter o macacão é que os macacões de piloto são anti-chamas (diferente dos macacões de kart) por isso o custo acaba sendo um pouco mais elevado e para algumas pessoas torna-se inviável a aquisição, principalmente se for para a participar somente 1 vez para “sentir o barato”.

Uma dica para quem procura por freios, o Peixoto Freios (localizado no ABC) tinha as peças para o meu projeto de freio e não adianta trocar os freios no dia ou muito próximo a corrida, porque existe um tempo mínimo (ou km) para os freios “se adaptarem” ao disco, ou seja, se você colocar o freio novo no dia e sair freiando com tudo no meio do dia estará praticamente sem freios… apenas no ferro.

O track day é legal, divertido, um pouco perigoso, principalmente para aquelas pessoas que pensam que track day é parecido com Gran Turismo ou Forza…

Algumas realidades

  • Você não gosta do seu carro – se gostasse não usaria ele desta forma
  • Investir em segurança é algo que só traz benefícios para você e para os demais
  • Não existe corrida contra os outros, apenas contra si mesmo
  • Não existem carros iguais
  • Não existem pilotos iguais
  • Jeito certo de condução é nunca mudar o seu traçado para facilitar
  • Ultrapassar somente na reta
  • Seu carro não aguenta 4 voltas seguidas
  • Você não aguenta 4 voltas seguidas
  • Para cada 1 volta lenta, faça 3 rápidas e pare nos boxes
  • Você não é profissional
  • Os outros não são profissionais
  • Você não tem patrocínio
  • Alguns tem patrocínio (risos)
  • Se o carro for do seu dia-a-dia não leve ele ao máximo
  • Respeite os seus limites
  • Respeite as regras
  • Seus amigos dirão que você é louco
  • Seus melhores amigos dirão que você é louco e foda
  • Seus familiares nunca entenderão
  • Sua família te xingará e jamais irão entender
  • Você será assunto do almoço por 2 no máximo 3 dias
  • Os adesivos no carro (número e nome da prova) são o máximo
  • Você deixará os adesivos por no mínimo 1 semana
  • Conheça o traçado
  • Seu co-piloto deverá conhecer o traçado melhor
  • Yoytube será sua escola, mas você não fará igual (e nem deve tentar)

Adesivos são legais, alguns eventos fazem adesivos muito bonitos, outros apenas o número no vidro do passageiro do lado do motorista.

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Reúna alguns amigos que gostem e tentem correr juntos, se você conhecer algumas pessoas “da mesma categoria” será uma experiência ainda melhor – clubes de carros sempre fazem algo parecido.

Infelizmente o track day em Interlagos ainda não é categorizado, ou seja, você estará na pista com carros com quase 1000cv e a grande maioria será turbinado com mais de 200cv.

Respeito ao indivíduo é o item mais importante, tentar fechar ou fugir do seu traçado normal é algo que poderá causar um acidente

Acredite… um acidente pode estragar a brincadeira.

 

No dia anterior a corrida

  • Durma cedo (quase impossível)
  • Alimente-se bem, dê preferência a produtos mais saudáveis, mesmo que você seja um fã de Burger King
  • Beba bastante líquido (água e suco sem açúcar)
  • Abasteça o carro com Podium e se possível um frasco de octane
  • Calibre os pneus com 37 libras, no final da primeira bateria eles estarão com 47 (mais ou menos)
  • Tenha em mãos um medidor de pressão que possibilite esvaziar o pneu
  • Não pense em ouvir música no dia, não grave CD ou Pen Drive com seu forró favorito, deixe isso para depois
  • Lave o carro (para sair bonito nas fotos)
  • Quando você encontrar algum fotógrafo faça uma volta lenta com os vidros abaixados (você aparecerá nas fotos – eu não fiz isso e me arrependo)

 

Junte dinheiro para a próxima

Boa sorte…

Obrigado

 

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Carro do Leitor: Chevrolet Corsa


Boa noite,

Recebo com uma certa frequência algumas fotos de projetos automotivos, alguns em especial eu publico aqui no Blog como o Chevette, Clio e agora o Corsa do meu amigo Elmo.

A grande maioria dos projetos, seus respectivos donos acabam optando em alterar a estética do carro com itens e acessórios internos/externos. Poucos são aqueles que modificam a mecânica do carro para aumento de potência (Supercharger, Turbo ou Upgrade Mecânico).

No caso deste maravilhoso Corsa o recebeu um excelente motor 2.0 originário do Vectra/Kadett, este motor possui dimensões perfeitas para o cofre do Corsa, com poucas adaptações é possível fazer o mesmo. Acredito que o mais difícil neste caso seria a adaptação elétrica do carro, o câmbio pode ser um especial ou original dos Chevrolet 2.0

E se eu contasse que além do novo conjunto mecânico o carro recebeu uma turbina Biagio.50/.48 ? Ignorância pura para o pequeno Wind… que aliás em inglês significa vento, mas no caso do Elmo o carro está mais para um Tornado.

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Além da alteração mecânica do carro, suspensão foi perfeitamente trabalhada e um novo jogo de rodas esportivas que eu acabei esquecendo de perguntar, mas aparentemente é um jogo aro 16″ com pneus baixos 40 ou 45 de altura.

Um Body Kit no estilo Bad Boy foi montado no carro e os retrovisores foram trocados pelo conjunto que eu conheço como M3. Tanta potência está unida com bastante segurança, Barra estabilizadora, Freios do Vectra 16v fazem parte do conjunto.

Espero que em breve o Freio Traseito do Kadett/Vectra A seja adaptado para ancorar esse excelente exemplar.

Parabéns Elmo, este carro deve com certeza dar muita alegria em seus passeios.

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O carro do Elmo está extremamente organizado, o cofre do motor está limpo e organizado, nenhum vazamento de óleo, o kit está tão bem montado que parece um kit original para Corsa.
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O exemplar recebeu suspensão especial JJ e visualmente falando as rodas dão uma harmonia a todo o conjunto.

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Mais uma foto do motor turbinado, sendo o proprietário uma injeção da Fueltech RacePro realiza todo o controle da injeção.

Para quem gostaria de conferir a potência do carro, assista o vídeo abaixo.

Obrigado

Carros 2.0


Boa noite

 

Normalmente quando falamos de algo 2.0 no mundo de TI estamos referenciando sobre novas tecnologias, no mundo automotivo sempre soa o 2.0 como motorização (e de fato é) mas eu gostaria de abordar este assunto de outra forma.

No Salão do Automóvel (em 2012) algumas montadoras renovaram o seu line-up com carros equipados com motores 2.0 e facilidades tecnológicas que fazem qualquer carro de 2011 sofrer um pouco de “dor de cotovelo”.  Hoje quando buscamos carros da categoria Sedan Médio, sempre lembramos do Cruze, Civic, Corolla, Linea, Focus, etc etc etc

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Existe uma série de carros disponíveis no mercado, cada um com as suas respectivos apelos para atender um público alvo determinado, estarei direcionando um pouco a sua leitura para carros equipados com motores 2.0, que hoje estão voltando cada vez mais no mercado de novos.

Nos anos 90 e 2000 era comum ter um carro equipado com motor 2.0 (Logus, Vectra, Kadett, Focus (antigo), Santana, Versailles, Monza, etc) Alguns até arriscaram um downsizing de motor como o Omega que foi vendido nas motorizações 3.0, 4.1 e por último a versão 2.0

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Ter um carro 2.o era sinônimo de muita potência, principalmente porque os carros 1.0 na época eram extremamente lentos…. o Gol 1000 famoso pé-de-boi tinha humildes 50cv de potência, hoje em dia um Celta 1.0 possui 78cv (+64% de potência), por isso qualquer carro que chegasse perto de 100cv era considerado um verdadeiro “canhão”.

O Logus 2.0 tinha 121cv, hoje em dia um C4 2.0 possui 151cv, temos carros 2.0 com uma boa diferença não só de potência, mas torque e consumo também melhoraram, a adoção da injeção eletrônica nos anos 2000 facilitou este crescimento exponencial.

Não sei ao certo mas senti no mercado uma queda na produção de carros 2.0, principalmente a partir de 2005, somente os carros da Chevrolet se mantiveram com a motorização 2.0, isso se deve a tecnologia um tanto ultrapassada utilizada na produção de seus motores, muitos chamam (até hoje) de Monzatech porque a diferença de um motor do Monza 2.0 para um Vectra/Astra é pequena.

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Com a saída do Vectra (2.0) no mercado, a Chevrolet trouxe o Cruze (1.8) estávamos acreditando que o mercado estaria tendenciando para carros com motores cada vez menores e mais potentes, o mercado Europeu é assim, carros equipados com Turbo ou Supercharger de fábrica estão cada vez mais comuns, existe uma redução no consumo de energia e no imposto aplicado na produção/venda do carro.

Hoje o imposto é pago de acordo com a motorização, quando um carro chega a 2.0 o imposto é mais elevado e carros de menor potência são mais incentivados, veja os descontos do IPI promovidos pelo Governo Federal.

Algumas montadoras acabaram aumentando a potência de seus modelos a fim de re-conquistar um público órfão de carros equipados com este motor (o 2.0). A Toyota tinha apenas o motor 1.8 em linha, porém a sua versão Topo de Linha é equipada com um novo motor 2.0, embora as vendas sejam menos expressivas, até mesmo porque o público era para pessoas que exigiam um carro mais completo (alguns até usam para blindar).

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Junto com o New Civic a Honda havia lançado o New Civic SI a versão vinha com um motor 2.0 aspirado de 192cv de potência, o motor era um bem diferente do motor da CR-V e do Accord 2.o, o do Civic era um bem melhor, deixou saudades, embora suas vendas não tenham sido conforme necessidade do mercado, provavelmente pelo alto custo do modelo (custava cerca de 100mil Dilmas), o carro não emplacou quanto o Jetta TSI (2.0 turbo alimentado).

Pensando em um mercado cada vez mais competitivo e visando renovação em seus modelos, a Honda anunciou no final de 2012 que em 2013 teríamos o Civic 2.0, o carro possui 10cv a mais de potência e a ficha técnica do modelo pode ser  vista no site oficial da montadora (clique aqui) não só isso mudou no carro, o tanque para abastecer o carro a frio também deixou de existir.

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Na opinião de vocês quais carros 2.0 que temos hoje no mercado leva mais vantagem?

Corolla, Civic, Jetta ou C4?

A verdade é que o Civic x Corolla sempre é mais divertido, a verdadeira batalha de samurais…

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Obrigado

Estilos e Estilos


Boa noite

Quando éramos crianças o carro mais legal que se encontrava na rua era o Mitsubish Eclipse (em meados de 95). Quando se via um vermelho então, era praticamente de parar o trânsito.

Na época o carro se destacava porque ele era baixo, tinha aerofólio, rodas e uma potência de causar inveja a muito carro atual. Ainda hoje o carro arranca alguns olhares, mas mediante tantas opções no mercado é capaz de olharmos um Chevrolet Sonic e um Eclipse e irmos direto para o carro da montadora americana.

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No cinema, 6 anos depois veio a famosa franquia Velozes e Furiosos (2001) com Eclipse e Civic espalhado para todo o lado, popularizando o Tuning de forma mundial e no Brasil criou-se o Xuning (Tuning cagado). Todo carro de rua tinha uma referência ao filme, o Neon (durou pouco – thanks God!) adesivos, parachoques e apliques estavam sendo produzidos e montados em qualquer carro aos montes.

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Hoje são raros os carros Xtreme na rua, onde são usados todos os acessórios possíveis para tornar o carro cada vez mais exclusivo, o mais comum atualmente é o envelopamento automotivo, principalmente o preto-fosco. Ultimamente tenho visto carros cada vez mais cagados envelopados, esta mania de querer inventar acaba estragando uma técnica formidável de customização.

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De qualquer forma, temos hoje tantas formas de customizar o carro que é possível categorizar cada uma delas. Vou listar algumas que eu conheço e gostaria da opinião de vocês sobre qual agrada mais.

  1. Muscle Cars
  2. Classic Cars
  3. Tuning
  4. Xuning
  5. Eurolook
  6. German Look
  7. Turbo
  8. Aspirado
  9. Rebaixado
  10. DUB
  11. Pancadão
  12. Originais
  13. Low Rider
  14. Hot Rod
  15.  Hood Ride

Existem tantos que com certeza estou me esquecendo de algum….

E você qual estilo te agrada mais? Envie fotos do seu carro para andre_cerberus@hotmail.com para publicarmos aqui.

Obrigado

Filtro de Ar


Boa noite,

Tenho um costume de pelo menos 2 domingos por mês realizar uma conferência visual em todo motor do Corsa, eu realizo os testes e verificações básicas para identificar pequenas falhas no sistema.

Por eu ter adotado um filtro de ar esportivo a troca é recomendada pelo fabricante da peça a cada 80mil km e lavar o filtro a cada 10mil km ou quando trafegar em uma estrada de chão.

Tenho o filtro de ar a aproximadamente 50mil e lavei ele um pouco mais de 5 vezes, mergulhava ele em um balde com água e detergente neutro para tirar a terra acumulada.

Este método talvez não seja o mais indicado, porém comigo foi o mais eficiente, lavava o filtro de ar e deixava para secar em tempo normal, jamais utilizei meios para secar o filtro, apenas a água escoava por ele mesmo.

A algumas semanas verifiquei que o meu filtro de ar estava completamente preto, com uma camada de terra que não saiu desde a última vez que eu realizei a limpeza, com isso pequenas partículas de terra acabam se misturando ao ar, o mesmo não possui as mesmas propriedades de comburente desejáveis para uma queima perfeita de gasolina, além de prejudicar a combustão, um filtro de ar ineficiente faz com que o carro perca potência e o tanque de gasolina fique com resíduos.

Para sanar este problema, comprei um novo filtro de ar, logo na partida senti uma leve diferença no ronco do carro e espero que durante o dia a performance do carro seja melhorada gradativamente.

Coloquei os 2 filtros de ar lado-a-lado para comparar as cores, originalmente o filtro preto era branco, após lavar ele algumas vezes este tom de cinza escuro não saiu mais das camadas de algodão compostas pelo filtro.

Pela falta de espaço e apoio, o filtro antigo ficava machucando parte do motor do Corsa, a peça plástica não oferece resistência ao filtro e acaba ficando marcada com as trepidações do carro.

O novo filtro possui um acabamento que impede o contato dos arames do filtro com o motor, vou acompanhar para verificar a durabilidade deste filtro.

Principais motivos para a instalação de um filtro esportivo:

1- Ronco do motor – Instalando um filtro de ar esportivo o barulho do motor ficar mais encorpado, dá para escutar o ronco vindo debaixo do capô. Os filtros originais abafam o som que vem da admissão do carro, quando instalado um filtro esportivo ele deixa passar o som da admissão. Não é um som alto e não incomoda. Em sua maioria os clientes aprovam;

2- Obrigatoriedade – Quando instalado kit turbo normalmente ele ocupa o lugar da caixa do filtro de ar original obrigando o dono do carro a instalar um filtro esportivo que ocupa menos espaço;

3- Maior fluxo de ar – Em qualquer tipo de preparação como troca de comando de válvulas, retrabalho do escapamento, instalação de kits turbo ou blower um filtro original que não obstruía a passagem de ar agora poderá obstruir e roubar potência significativa, um filtro esportivo garante o fluxo necessário;

4- Estética – As empresas que fabricam filtros esportivos capricham no acabamento, elas não estão restritas ao orçamento limitado que fabricantes dos filtros originais estão, dessa forma são muito bonitos e exclusivos, é comum encontrar filtros esportivos em carros tuning;

5- Durabilidade – Filtros de ar esportivos bons são laváveis, portanto podem durar muito mais tempo que os filtros originais;

Existem hoje diversos filtros de ar, vou listar abaixo as principais diferença entre os modelos disponíveis.

Mono Fluxo – Formato cônico com entrada de ar através do elemento filtrante que envolve o lado externo do filtro. Não possuem o mesmo rendimento de um filtro Duplo Fluxo do mesmo tamanho, porém são mais baratos e suficientes para motores de baixa e média cilindrada.
Recomendação – Motores até 1.6 cilindradas;

Duplo Fluxo – Formato Cônico com entrada de ar através do elemento filtrante que envolve o lado externo do filtro e na sua parte superior, são os modelos que proporcionam o melhor rendimento, porém costumam ser os mais caros.
Recomendação – Todas as cilindradas.

Direcionáveis – Formato Cônico com estrada de ar através de elemento filtrante que envolve o lado externo do filtro e é coberto por um duto de ar com o objetivo de direcionar o filtro numa posição em que receba o ar que vem e fora do capô. Quando menor a temperatura do ar admitido melhor o rendimento do motor. Normalmente seu elemento filtrante interno é monofluxo, mas de tamanho grande permitindo aplicação em motores de alta cilindrada.
Recomendações – Todas as cilindradas.

Formato original – São filtros que ficam exatamente no mesmo lugar dos filtros originais de fabrica, porém suportam um fluxo de ar maior, normalmente são indicados para carros aspirados e pessoas que não querem modificar o formato do motor.

 

Atualizado – 09/12/2013

Foto do Novo Uno com um Kit Air Cool instalado.

Uno

 

Obrigado

Mecânica – SuperCharger


Amigos, boa noite. Criei um novo site para tratar exclusivamente de projeto especiais (também) que é o www.roletado.com.br
Temos uma página no Facebook onde são publicadas diversas fotos de carros esportivos e projetos especiais www.facebook.com/roletado
Além disso siga o nosso novo perfil no twitter @roletado

Abraços

 

A alguns dias eu postei no fórum do CorsaClube 10 perguntas e respostas sobre o SuperCharger. Particularmente é um assunto que me agrada bastante.

O SC (SuperCharger) tem como principal vantagem a potência em baixas rotações, como aqui em SP temos mais trânsito do que pista livre, acho que é bem mais interessante.

Diferente do que todos pensam o kit do SC pode ser bem barato e não abusivos 3mil , 4mil praticados em qualquer orçamento…. basta importar um kit dos EUA pelo Ebay e logo saberá que um SC pode custar até mais barato do que a porcaria de kit turbo nacional.

Tecnicamente falando o SC destrói menos o motor, porque você não precisa esfolar o carro para conseguir potência a turbina começa a dar o ar da graça depois dos 4mil RPM e fica ainda melhor passar as marchas depois dos 6mil RPM… lembrando que a injeção corta o giro em 7mil RPM.

Dos carros populares, somente o Fiesta teve um compressor instalado, porém era um Eaton M-24 (ideal para motores pequenos).

A Ford nos EUA vende a parte um kit Supercharger par o Mustang, somente o kit custa algo em torno de 8mil dólares, aqui no Brasil ninguém arrisca importar legalmente a peça porque o custo é bem abusivo, salvo do contrário, de pessoas que possuem carros de 200mil reais e querem mais diversão.

Vejam as fotos do Kit instalado, a potência salta para 620hp… absurdo.

Bom, vou postar aqui as 10 perguntas e respostas sobre o SuperCharger, retirado do site da BlowerCompany…

1. Quais os tipos de compressores mais comuns e quais as diferenças entre si?

Atualmente existem três tipos de compressores diferentes: O compressor tipo Roots, compressor Centrífugo e o compressor tipo Lysholm ou Parafuso. A diferença é o modo como comprimem o ar admitido. O compressor tipo Roots comprime o ar apenas na saída do mesmo. Seu ponto forte é o acréscimo de torque em baixas rotações, mas têm como deficiência a baixa eficiência térmica. No compressor Centrífugo, existe maior eficiência térmica, mas o aumento de potência só acontece em altas rotações. É o compressor que mais se assemelha ao Turbo Compressor. Já o compressor tipo Lysholm ou Parafuso, é o único que consegue unir o acréscimo de torque em baixíssimas rotações com a eficiência térmica do compressor Centrífugo, pois o ar é comprimido internamente no compressor, devido a forma dos seus rotores.

2. Qual a diferença entre o Turbo Compressor e o Supercharger?

O supercharger é ligado diretamente ao virabrequim do motor por correia, enquanto o Turbo Compressor utiliza a energia proveniente dos gases liberados pelo escapamento. Por ser ligado diretamente ao motor, o Supercharger permite um aumento de potência e, principalmente torque em baixas rotações do motor, aumentando o volume de ar admitido de acordo com o aumento de rotação do motor, criando pressão instantânea praticamente a partir da marcha lenta, enquanto o Turbo precisa vencer a inércia do rotor para elevar o seu giro e formar pressão, criando aquela famosa “cabeçada” ou “turbo-lag” antes do turbo entrar em funcionamento. Outra vantagem em relação ao Turbo, é que a sua instalação dispensa furos no cárter do motor, podendo trabalhar com reservatório de óleo próprio, sem riscos de desgaste excessivo provocado por óleo contaminado.

3. E quanto a sua durabilidade?

O supercharger é formado basicamente de dois rotores ligados entre si por duas engrenagens, dentro de um compartimento. Seus rotores não se tocam e também não tocam o compartimento. Portanto não há desgaste nem abrasão, podendo rodar dentro dos limites especificados por tempo indeterminado.

4. Existe algum veículo que tenha este equipamento original de série?

Sim, alguns como a Mercedes C 300 Kompressor, Ford Thunderbird, Mercury Cougar XR-7, o Buick Park Avenue e o Riviera, Oldsmobile 98, Pontiac Bonneville, Aston Martin Vantage e o DB7 e o Jaguar XKR.

5. Onde a diferença entre o Supercharger e o Turbo é mais visível?

A diferença é enorme principalmente no trânsito do dia a dia, pois com o Supercharger, o aumento de torque é sentido a partir da marcha lenta, eliminando trocas de marchas frequentes e tornando o veículo muito mais ágil. Na estrada, esta vantagem se transforma em segurança quando se efetua uma ultrapassagem ou simplesmente uma retomada. Este torque em baixas rotações irá também refletir em maior vida útil ao motor, pois não há necessidade de acelerar tanto para se chegar à velocidade desejada. No caso do Turbo, pela sua característica, a pressão plena e, consequentemente o aumento de torque só será sentido acima de 4.000 RPM. Dificilmente chega-se a este regime de rotação em trânsito urbano.

6. É necessário modificar a injeção ou a ignição original?

Depende do nível de preparação. Na sua versão básica usando até 0,4 bar, todo o conjunto foi projetado para trabalhar com o motor em seu estado original, inclusive com escapamento e o catalisador, mantendo o nível de poluentes e dispensando qualquer tipo de reprogramação de central, troca de válvulas de injeção ou instalação de válvulas suplementares. A partir daí, temos condições de trabalhar com pressões até 8 bar ou 116 psi, dando a garantia da peça estipulada pelo fabricante para motores até 2.500 hp.

7. É necessário modificar a lataria do veículo?

Não. O kit se aloja perfeitamente dentro do compartimento do motor, dispensando grandes serviços de funilaria como a colocação de “scoop” no capô do veículo, comprometendo a visibilidade do motorista e a estética original do veículo.

8. E quanto ao consumo?

A Blower Company utiliza um sistema chamado “one-way pressure”, onde o controle de ar admitido pelo supercharger é feito pelo próprio corpo de borboletas. Assim, ele só será usado quando houver necessidade real de torque, ficando inativo quando não houver. Levando-se em conta que apenas 5% regime de trabalho de um motor é com pressão, seu consumo torna-se praticamente o original, pois o sistema de ignição e injeção são originais de fábrica.

9. A instalação de um Supercharger diminui a vida útil do motor?

Não. Uma de suas características mais marcantes é a presença de torque em baixas rotações, como dito no item 06. Com isto, o motorista não precisará acelerar tanto para chegar à mesma velocidade desejada, poupando o motor. Dificilmente o motorista irá “esticar” as marchas para vencer uma subida íngreme ou tentar uma ultrapassagem. A 0,4 bar de pressão, o ganho de torque e potência está em torno de 50%, sendo que toda a pressão estará disponível a partir de 2.000 RPM, aparecendo já em marcha lenta.

10. O equipamento é confiável?

Totalmente. Os compressores usados são o que há de mais moderno a nível mundial, reunindo eficiência, durabilidade e confiabilidade. Seus fabricantes são conhecidos mundialmente pela qualidade e eficiência de seus produtos. A primeira é uma companhia sueca que trabalha no desenvolvimento de compressores tipo parafuso há mais de 50 anos, que é a SRM (Svenska Rotor Maskiner AB), que retém a patente mundial do sistema Lysholm ou Parafuso, com 32 licenças em 23 países, e criou um segmento específico de compressores automotivos chamada Opcon AB. A segunda Companhia é a Eaton Inc., que fornece compressores volumétricos para várias montadoras de automóveis há mais de dez anos.

No próximo tópico irei postar algo sobre turbo também, porque a emoção do carro turbo também é única e merece um post.